Eu disse a ele que ia ficar boazinha.
Abril 23, 2007
Mas, é sempre difícil voltar pra casa. Principalmente, quando é semana-não e vou passar mais de 10 dias distante. Gosto não. Gosto nada. Parece tudo muito fora do lugar e, pra completar, chove. Queria era estar com ele e dormir até mais tarde. Queria estar com ele e qualquer coisa. Moro numa cidade fria.
E ainda sobre
Abril 4, 2007
Aí, teve um dia que ele pintou as minhas unhas de vermelho. Um vermelho vivo. Segurava a minha mão assim no ar e vrum, pinceladas de Deixa Beijar. Toda uma concentração pra não borrar e toda uma onda de ternura do lado de cá. Suava. Porque fazia calor e o esforço era grande. Pra finalizar: enrolava o algodão no palito, mergulhava o palito na acetona e tirava o esmalte, como quem usa um daqueles lápis-borracha. Minhas unhas nunca foram tão felizes.
Das descobertas.
Março 7, 2007
E todos os dias ele me dá de presente um coletivo de vaga-lumes. Existe coletivo pra vaga-lumes? Deve existir, porque é isso que ele me dá. Aí, sempre que acordo e cada vez que vou dormir, prendo a respiração por 5 segundos pra ver se eles ainda estão lá. Acendendo e fazendo cócegas aqui dentro, bem no coração. Nessa hora, sorrio sorriso bobo, porque não tem como pensar num coletivo de vaga-lumes sem sorrir assim. Tem jeito não, tenho 13 anos e ando na ponta dos pés que é pra não acordar desse sonho.
Dos desejos.
Março 5, 2007
Dia 27
Fevereiro 28, 2007
É teu. E, se tu quiser, os outros todos também.
Dos últimos dias – terceira parte.
Fevereiro 15, 2007
Terça-feira foi dia corrido que só. E esse é meu ritmo. Mesmo que reclame, mesmo que. Vruuuuuuuum! De noitinha, a gente foi pro Recife Antigo. Tudo assim fantasiado de Carnaval. A gente pra lá e pra cá. Alegria medonha, apesar do cansaço.
Dia todo na lida, eu. Dia todo em casa, ele. E tempo pra pensar. Eu, daqui. Ele, de lá. As descobertas desse momento que é da gente. Às vezes, acho que é muita coisa de uma vez e que não vou conseguir dar conta. Porque é sentimento que não acaba mais, tudo misturado. Vixe. Tenho até medo. Mas, é uma delícia, minha gente. Ô, se é.
Teve ensaio dos maracatus com Naná Vasconcelos no Marco Zero. E o arrepio que dá quando todos os tambores tum-dum-tum-dum é coisa que não dá pra explicar. Blocos líricos e todo mundo dando voltinhas ao redor do próprio eixo, de olhos fechados e cantarolando frevos antigos. Ele todo encantado com tudo. E eu toda encantada com ele. E foi assim até não aguentar. Pre-amp com pouquinha gente, Fabiana e namorado. Tentativa de jantar em algum lugar e Boa Viagem.
Ontem, a gente foi comprar camisetas coloridas pra enfeitar a festa. Tudo tão bonito! Amarelo, laranja, vermelho, azuis, verdes, rosa… É. Acho que só. Antes, teve almoço feliz e eu tô me acostumando muito rápido (e muito profundamente) com essa vidinha mais ou menos…
À noite, cinema. Rocky Balboa. Podem acreditar. E eu até gostei. Porque sou moça sensível, vejam bem e sinto afeição. Tan, tan tan tan, tan tan tan, tan tan taaaaaaaaaaaan. Aeroporto pra levar o pessoal que vai passar Carnaval en Chile e cama, cama, cama.
Dias cheios, esses meus. E tá só começando.
Dos últimos dias – segunda parte.
Fevereiro 15, 2007
Domingo foi dia de acordar tarde. Vocês não têm noção do cansaço. Não têm. Pernas doendo e o resto do corpo também. Aí, as pessoas vão fazer feira, porque são adultas e responsáveis. Pffff! Mas, tudo é novidade, minha gente. Tudo. A vida vai mudando em cada detalhe e é preciso prestar atenção. Muita atenção. Almoço em família. Conversa em família. Passeio em família. E ele já faz parte de tudo de tal forma, que parece sempre ter estado aqui. Coisa doida essa. Às vezes, acho esquisito que só. Às vezes.
Recife Antigo e feirinha lotada. Comprei colar de flô. Ganhei colar de flô. Os mais bonitos e coloridos, porque é assim que eu gosto. Encontrei Rafinha e senti foi saudade de Tiago. Encontrei Vanvan e Marcelo e ganhei os melhores abraços. Conheci João, que é menino lindo e já tava abusado do dia de turista. Passadinha em Casa Forte e dormir cedo porque ainda trabalho essa semana.
Tinha esquecido como é ter que pegar ônibus pra ir trabalhar e quero isso mais não. Não mesmo. É uma maravilha morar pertinho da agência. Deus seja louvado. Tinha carona, mas a carona não veio e aí. Manhã que não passava. Visitas no almoço e toda uma balbúrdia (palavra pomposa, né?). As pessoas têm uma imaginação pra lá de fértil. E se tudo que pensam fosse verdade verdadeira, minha vida ia ser cheia de emoção. Uhu!
Almoço feliz. Saias de Carnaval. Chaves no Youtube. Confusão de sentimentos porque sou pessoa complicada e cultivo caraminholas. Tarde devagar quase parando. E o chefe acelerando todo mundo porque viaja amanhã e quer deixar tudo pronto e ponto.
À noite, ele veio me buscar e pensei que a vida devia ser assim. Sempre. Será que dá? Será? Jantar no shops. Dos engordativos e deliciosos. Conversa jogada fora. Namorinho de portão na Praça de Alimentação. Mami, Ronnie, Soninha e Nanda. Volta pra casa e cama.
Dos últimos dias – primeira parte.
Fevereiro 14, 2007
E sexta-feira já era Carnaval. Mesmo às 3:30 da manhã. Café, porque era preciso acordar. Bem muito. Um olho na televisão, outro, no relógio. 3:45, 4:00. Voltas no Aeroporto com paradas estratégicas nos painéis de chegadas. 4:15. Mônica Feijó anunciando a chegada do vôo tal, tal, tal da TAM. Mão gelada e coração acelerado porque é sempre assim. Eu ali no desembarque sul e ele chegando com o sorriso mais bonito e sem olhos. É que ele fica sem olhos quando tá cansado. Café, por favor! Capuccino, que é o preferido. Porque ele também precisava acordar. Bem muito. E aquela conversinha boa até o dia começar de verdade. E começar do melhor jeito.
Sábado foi aquela correria. Café da manhã na padaria e sessão de Amor e Pastel. Bonito que só, o CD inteiro. Preguiça e “vamopraondehojeànoite?”. Enquanto Isso na Sala da Justiça. ”E a fantasia?” O jeito foi imitar Rayo e ir de SUPERvisor. Comprar camiseta e mandar imprimir. Comprar DVD bacana também, que a gente merece. Comprar os adereços todos. Pra festa e pra… Tudo certo, faltava só o ingresso. SÓ o ingresso, vejam bem. A gente teve que voltar pro ponto de partida e começar tudo outra vez. Mentira. Ou quase. Porque eu não sou obrigada a ser fiel à realidade nesse blog. Aliás, eu não sou obrigada a ser fiel à realidade. Em outras palavras: quem me conhece, que me compre. E casa e fome e cansaço e sono e dormir até não poder mais. Tá, nem foi tanto tempo assim… Porque é muita muita muita coisa e eu não quero perder é nada!
E esse ano a festa foi tão mais bonita! Superpatrocinadores e uma mega-estrutura. Lá no Centro de Convenções. Todo mundo fantasiado e ele achando que devia ter caprichado mais. Olhos brilhando e uma alegria danada. Bem gostei de ver. Aí, teve Orquestra de Frevo, Mombojó (com Eddie e China) e D2. A pessoa se acaba, tem jeito não. E só não demora mais um cadim porque não aguenta.
