Temo.

Maio 11, 2007

Eu tenho medo do Papa. Muito. Que olhar é aquele, pelamor? Só me vem a cabeça: cuidadocomacucaqueacucatepegatepegadaquitepegadelá. Bicho-papão, Boi-tatá e por aí vai. Medo. Desligo a TV.

Aí, Zé, que tá em Sampa, disse que o metrô que pegou hoje tava cheio de padres. No mundo do “e se”, eles cantam juntos em louvor. Deus nos livre.

Mais uma vez, ela se entrega por causas banais.

Diretamente da bolha.

Maio 5, 2007

Eu trabalho num local onde as pessoas desligam o ar-condicionado que vive no talo, só pra esquentar a sala e tomar sorvete. Me identifico. Deveras.

Aquela do País das Maravilhas. Aí, mandava cortar 2 ou 3 cabeças e me fazia de doida depois.

No salão, fazendo as unhas com Juli. Senta senhorasimpática do lado e pergunta se pinto o cabelo porque quero. Hum rum. Ela explica que queria pintar também, mas o cabelo dela é tão ruim, tão ruim, tão tuim que vai esperar ficar todo branco porque aí não tem mais  jeito mesmo… (comassim, não tem mais jeito mesmo?)

- Seu cabelo deve ser muito bom (figa, figa, figa)…

- Sei lá, eu pinto há dez anos e nunca estragou não…

Aí, do nada, Juli pergunta:

- Da mesma cor?

E por 3 segundos imagino porque ela acha que eu vou pintar cada mão de uma cor de esmalte diferente.

- …

- O cabelo. Tu pinta da mesma cor esse tempo todo?

- Ah, o cabelo. Pinto, pinto da mesma cor.

Temo por mim.