Mas, é sempre difícil voltar pra casa. Principalmente, quando é semana-não e vou passar mais de 10 dias distante. Gosto não. Gosto nada. Parece tudo muito fora do lugar e, pra completar, chove. Queria era estar com ele e dormir até mais tarde. Queria estar com ele e qualquer coisa. Moro numa cidade fria.

Vou ali.

Abril 21, 2007

E não sei como vou fazer pra interagir com montes de gentes, estando eu tão afundada na bolha…

Façam suas preces.

Passatempo da viagem.

Abril 21, 2007

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E em tamanho família, que a gente é muito merecedor.  Tarde de chuva do-ci-nha.

GPS de alegria.

Abril 21, 2007

Eu não sei como é por aí, mas aqui a chefia tem um detector de alegria. Porque só pode. Basta a pessoa se distrair e descobrir alguma coisa bacana pra fazer que o telefone toca e acaba a brincadeira. E é uma tecnologia tão, mas tão avançada que pode ser utilizada mesmo a longa distância. Eu merma fico incrível…

Tenho um cabelo escovado e uma franja no lugar. A moça cabeleireira me mostrando toda a sua habilidade:

 - Faço assim, ó! Pego o cabelo desse jeito e não queima…

E um calor do carái! Vocês não têm noção. Só que eu podia dizer alguma coisa em meio a toda aquela empolgação?

- Minha filha, queima sim, viu? Queima que é uma be-le-za. Acho melhor, você voltar pra escola de escovadoras de cabelo porque desse jeito não dá não.

Aí, fiquei lá, quietinha, ouvindo ela se vangloriar da própria técnica e pensando comé que pode, hein? Será que ela acredita, realmente, nisso? Né possível não. E num lampejo de sabedoria, conclui que ela sabe que queima siiiiiiim e fica nesse telelei, que é pras pessoas ficarem sem graça de reclamar, feito eu. Estratégia boua essa.

Fru fru.

Abril 20, 2007

Aí, você vê, eu queria um franjão faz é tempo.  Ontem, tomei coragem (não muita, que não carece tanta coragem assim pra cortar cabelo) e fui lá naquele salão que eu gosto. Pronto. Agora, tenho um franjão fora do lugar, que meu cabelo não é comportado. E não sei como lidar com ele, pra que lado colocar, o tanto adequado de fios. Sascoisa. Uma adaptação. Uma vida nova, bem dizer. Tenho até um espelho aqui do meu lado esquerdo, que é só pra ficar olhando e vendo como é que tá a situação… Talvez vá fazer escova na hora do almoço e me torne uma pessoa dependente de aparelhos. Eu, logo eu. Marrapaiz, mesmo que tivesse ficado terrivelmente feio, ia ter valido a pena só pela massagem que a moça dá na cabeça enquanto tá lavando as madeixas. O que é essa técnica, minha gente? O que é aquela água morninha, todos aqueles cremes cheirosos e as mãos dela tchun tchun thun no cucuruto. Pensando em passar lá toda semana. E isso é muito sério.  Será que custa muitos dinheiros? Tomara que não, porque pode ser um vício. E é bom que seja um vício baratinho, que ninguém aqui é rica, né?

Outras alternativas

Abril 19, 2007

Também posso ser uma moça supersexy com a minha própria capa de chuva transparente:

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Para tal, seria mais magra, mais loira,  usaria meu tubinho preto com uma sandalinha alta combinando e teria meu próprio pet:

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Além de meu próprio meio de transporte:

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Tudo isso, conquistado graças ao meu próprio negócio:

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Nhé.

Abril 19, 2007

Tô achando que – contrariando toda uma filosofia de vida – vou comprar uma sombrinha. Começa a chover nessa cidade e começa a chover pra valer. E eu ando a pé. E eu ando de ônibus. E eu não gosto de ficar embaixo das marquises esperando estiar, porque peloamor. Um trauma de anos, vai ter que ser resolvido assim, na porrada, que é o jeito vezenquando. E mais e mais e mais saudade daquele apartamento que ficava logo ali. Logo ali, ó.

Ele me pergunta se eu tô bem, e eu vou dizer o quê, né? Porque, afinal, é uma complicação dessas reais e concretas do lado de lá e eu caraminholando aqui de dentro da bolha. Alguém entende? Alguém?

Vou ali trabalhar, que tenho que fazer textos rimadinhos nesse exato momento. É tudo que eu queria nessa vida. Ô se é.

Hm.

Abril 19, 2007

Aí, a pessoa rói as unhas todas pensando naquela menina tão pequenininha, fazendo uma cirurgia tão grande. Ô… Criança devia ter que passar por isso não. Eu acho.

Eu queria sair cedo e desisti de esperar minha carona. Aí, fui pegar ônibus – que agora sou moça que pega ônibus –  e, no exato momento em que cheguei na parada,  vruuuuuuuum, foi simbora. Eu fiquei e chorei. É, chorei.  De uma tristeza tão profunda que não cabia no motivo em questão. Porque nem era o motivo de verdade verdadeira. Porque o que parece nunca é. Tá, contigo, eu não sei. Mas, comigo é assim. Não, não vamos falar sobre isso que são anos de análise e sou pessoa sem dinheiro, fé e paciência para tal. Enfim… Chorei disfarçada porque se alguém visse e viesse me perguntar alguma coisa, era capaz d´eu abraçar a pessoa pra sempre, aos prantos. Não ia ser bom. Não ia. Posso visualizar e temer. Uma dor bem grande aqui dentro. E era saudade. Saudade de voltar pra casa a pé,  de cumprimentar os moços porteiros, de ficar feliz quando tinha correspondência (desconsiderar contas a pagar), de apertar o 6 no elevador, de olhar pro apartamento do vizinho torcendo pra senhorinha que mora lá ter melhorado, de me assustar com os gatos no corredor, de acender todas as luzes, de ligar a televisão e o computador ao mesmo tempo, de ficar à toa, dos meus livros, das minhas músicas, das janelas grandes, dos espaços claros e ventilados. Saudade de cada coisinha, sacomé? Mesmo das bem pequenas, mesmo das que já tinha esquecido. Uma angústia sem fim. Vontade de que antes fosse agora e consciência da impossibilidade disso acontecer. Juro que tentei me distrair com coisas práticas e amenidades, mas nem. Foi preciso uma noite inteira de sono e mesmo assim…

É que.

Abril 11, 2007

Hoje, eu tô com tanta tanta tanta saudade. Vontade de estar lá, sabe? Seja lá onde for, desde que seja com ele. Porque é tão bom e por mais que eu fale e escreva e tente definir de um jeito que se possa compreender, não dá. Porque é mais e vai além. Nem cabe em mim e isso é uma alegria medonha. Uma sorte na vida. Dessas que a gente não espera, nem imagina, acontece e pronto.

Eu ia contar do feriado. Eu ia.