Temo.

Maio 11, 2007

Eu tenho medo do Papa. Muito. Que olhar é aquele, pelamor? Só me vem a cabeça: cuidadocomacucaqueacucatepegatepegadaquitepegadelá. Bicho-papão, Boi-tatá e por aí vai. Medo. Desligo a TV.

Aí, Zé, que tá em Sampa, disse que o metrô que pegou hoje tava cheio de padres. No mundo do “e se”, eles cantam juntos em louvor. Deus nos livre.

Mais uma vez, ela se entrega por causas banais.

Diretamente da bolha.

Maio 5, 2007

Eu trabalho num local onde as pessoas desligam o ar-condicionado que vive no talo, só pra esquentar a sala e tomar sorvete. Me identifico. Deveras.

Aquela do País das Maravilhas. Aí, mandava cortar 2 ou 3 cabeças e me fazia de doida depois.

No salão, fazendo as unhas com Juli. Senta senhorasimpática do lado e pergunta se pinto o cabelo porque quero. Hum rum. Ela explica que queria pintar também, mas o cabelo dela é tão ruim, tão ruim, tão tuim que vai esperar ficar todo branco porque aí não tem mais  jeito mesmo… (comassim, não tem mais jeito mesmo?)

- Seu cabelo deve ser muito bom (figa, figa, figa)…

- Sei lá, eu pinto há dez anos e nunca estragou não…

Aí, do nada, Juli pergunta:

- Da mesma cor?

E por 3 segundos imagino porque ela acha que eu vou pintar cada mão de uma cor de esmalte diferente.

- …

- O cabelo. Tu pinta da mesma cor esse tempo todo?

- Ah, o cabelo. Pinto, pinto da mesma cor.

Temo por mim.

Mas, é sempre difícil voltar pra casa. Principalmente, quando é semana-não e vou passar mais de 10 dias distante. Gosto não. Gosto nada. Parece tudo muito fora do lugar e, pra completar, chove. Queria era estar com ele e dormir até mais tarde. Queria estar com ele e qualquer coisa. Moro numa cidade fria.

Vou ali.

Abril 21, 2007

E não sei como vou fazer pra interagir com montes de gentes, estando eu tão afundada na bolha…

Façam suas preces.

Passatempo da viagem.

Abril 21, 2007

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E em tamanho família, que a gente é muito merecedor.  Tarde de chuva do-ci-nha.

GPS de alegria.

Abril 21, 2007

Eu não sei como é por aí, mas aqui a chefia tem um detector de alegria. Porque só pode. Basta a pessoa se distrair e descobrir alguma coisa bacana pra fazer que o telefone toca e acaba a brincadeira. E é uma tecnologia tão, mas tão avançada que pode ser utilizada mesmo a longa distância. Eu merma fico incrível…

Tenho um cabelo escovado e uma franja no lugar. A moça cabeleireira me mostrando toda a sua habilidade:

 - Faço assim, ó! Pego o cabelo desse jeito e não queima…

E um calor do carái! Vocês não têm noção. Só que eu podia dizer alguma coisa em meio a toda aquela empolgação?

- Minha filha, queima sim, viu? Queima que é uma be-le-za. Acho melhor, você voltar pra escola de escovadoras de cabelo porque desse jeito não dá não.

Aí, fiquei lá, quietinha, ouvindo ela se vangloriar da própria técnica e pensando comé que pode, hein? Será que ela acredita, realmente, nisso? Né possível não. E num lampejo de sabedoria, conclui que ela sabe que queima siiiiiiim e fica nesse telelei, que é pras pessoas ficarem sem graça de reclamar, feito eu. Estratégia boua essa.

Fru fru.

Abril 20, 2007

Aí, você vê, eu queria um franjão faz é tempo.  Ontem, tomei coragem (não muita, que não carece tanta coragem assim pra cortar cabelo) e fui lá naquele salão que eu gosto. Pronto. Agora, tenho um franjão fora do lugar, que meu cabelo não é comportado. E não sei como lidar com ele, pra que lado colocar, o tanto adequado de fios. Sascoisa. Uma adaptação. Uma vida nova, bem dizer. Tenho até um espelho aqui do meu lado esquerdo, que é só pra ficar olhando e vendo como é que tá a situação… Talvez vá fazer escova na hora do almoço e me torne uma pessoa dependente de aparelhos. Eu, logo eu. Marrapaiz, mesmo que tivesse ficado terrivelmente feio, ia ter valido a pena só pela massagem que a moça dá na cabeça enquanto tá lavando as madeixas. O que é essa técnica, minha gente? O que é aquela água morninha, todos aqueles cremes cheirosos e as mãos dela tchun tchun thun no cucuruto. Pensando em passar lá toda semana. E isso é muito sério.  Será que custa muitos dinheiros? Tomara que não, porque pode ser um vício. E é bom que seja um vício baratinho, que ninguém aqui é rica, né?